Igreja da Luz

4.26.2016

Ninguém vai ao Pai a não ser por mim

         

Jesus manifestou-se fisicamente no vosso orbe há dois milênios, porque ainda podia mentalizar e construir os seus veículos intermediários nas energias adjacentes ao campo da vida material. Ele ainda é um espírito capaz de ter contato com a carne, embora sob extrema dificuldade e sofrimento, como ocorreu na sua última descida sacrificial. No entanto, o Cristo terráqueo, ou seja, o Arcanjo Planetário da Terra, é um potencial vibratório de tão alta "voltagem sideral", que não consegue aglutinar as energias inferiores dos planos etéreo-físicos, porque as desintegraria, e, assim, é impossível ele situar-se na figura diminuta do corpo humano, a fim de comandar diretamente um cérebro carnal. A sua vibração altíssima não se ajusta a um descenso vibratório, capaz de alcançar as letárgicas vibrações da matéria. Ademais, isso acontecendo, ainda, lembraria o exemplo que já vos demos alhures, do efeito fulminante de 50.000 volts projetados diretamente da usina sobre um minúsculo aparelho de 110 volts!

Extraído do livro O Evangelho à Luz do Cosmo e psicografado por Hercílio Maes, através do Espírito de Ramatis

O Homem Evangelizado

          O homem evangelizado, o herói sideral, ou autêntico vencedor da batalha da vida humana, sabe perfeitamente que os seus maiores inimigos são os vícios, as paixões degradantes e os prazeres extravagantes!  São bens transitórios e não duradouros, como se afirmam as qualidades do espírito imortal! Embora considerado um tolo, ou pobre de espírito, por que se apaga na competição violenta do mundo carnal, o evangelizado é justamente a alma livre emancipada, que então domestica essas forças animais alojadas em si mesma e dominantes na face triste e ilusória do orbe físico.
          Paradoxalmente, nessa eventual "fraqueza humana", é que reside exatamente o poder e a glória do espírito evangelizado, o qual se liberta definitivamente da coação das formas ilusórias da matéria! Sem dúvida, o homem que renuncia incondicionalmente à porfia humana, para ceder em favor do seu competidor e desafeto, proclama-se um ser excêntrico, que cultua no mundo físico uma lei estranha e inacessível às criaturas ainda afeitas à espoliação alheia. O evangelizado é um fraco perante o mundo de César, aliás, presa fácil da rapina alheia, ou aparente fracassado em qualquer iniciativa utilitarista ou mercenária do mundo. No entanto, suposto mendigo entre os homens ambiciosos, é o gigante indestrutível e poderoso mobilizado de armas superiores, para um reino, onde a vida é autêntica, porque é definitiva!
Extraído do livro O Evangelho à Luz do Cosmo e psicografado por Hercílio Maes, através do Espírito de Ramatis

3.11.2016

MARIA E SUA MISSÃO NA TERRA

          O Alto escolheu Maria para a missão de mãe de Jesus porque se tratava de um espírito de absoluta humildade, terno e resignado, que não iria interferir na missão de Jesus. Ela seria a mãe ideal para ele, amorosa e paciente, sem as exigências despóticas dos caprichos pessoais; deixando-o enfim, manifestar seus pensamentos em toda sua espontaneidade original. Aliás, ainda no espaço, antes de Maria baixar à Terra, fora combinado que as inspirações e orientações na infância de Jesus seriam exercitadas diretamente do mundo invisível pelos seus próprios Anjos Tutelares.
             Embora Jesus fosse um espírito sideralmente emancipado e impermeável a qualquer sugestão alheia capaz de desviá-lo do seu compromisso messiânico, é evidente que ele poderia ser afetado, em sua infância, por uma influência materna demasiadamente viril, dominadora, egocêntrica, com sérios prejuízos para sua obra.
             Muitos escritores, cientistas, líderes religiosos, poetas, pintores, músicos ou filósofos célebres tiveram sua vida bastante influenciada pelo domínio tirânico dos seus genitores, prejudicando de certo modo as qualidades extraordinárias de seus filhos.
          Jesus teria de desempenhar um trabalho de sentido específico e de interesse comum a toda humanidade; seu tempo precioso não poderia ser desperdiçado no cultivo de qualidades artísticas, científicas ou em abstrações filosóficas do mundo profano. A sua obra seria prejudicada, caso seus pais tentassem impor-lhe rumos profissionais que alterassem os objetivos fundamentais da sua missão. Jesus precisaria crescer completamente livre e desenvolver suas forças espirituais de modo espontâneo, a fim de estruturar o seu ideal messiânico sem quaisquer deformações, desvios ou caprichos do mundo.
           
Retrato mediúnico de Maria
Jesus era um espírito de graduação angélica, distinto de todos os seus contemporâneos; e sua autoridade espiritual dava-lhe o direito de contrapor-se à própria família, desde que ela teimasse em afastá-lo do seu empreendimento messiânico! Eis, portanto, o motivo por que o Alto preferiu o espírito dócil e passivo de Maria para a missão sublime de ser mãe do Messias, protegê-lo em sua infância e não turbar-lhe a missão de amplitude coletiva.
Maria era todo coração e pouco intelecto; um ser amorável, cujo sentimento se desenvolvera até à plenitude angélica. No entanto, ainda precisaria aprimorar a mente em encarnações futuras para completar o binômio "Razão-sentimento", que liberta definitivamente a alma do ciclo das encarnações humanas. Ademais, além de participar do programa messiânico de Jesus, ela também resolvera acolher sob o seu amor maternal algumas almas que se ligara no passado, a fim de ajudá-las a melhorarem o seu padrão espiritual. Embora muito jovem e recém-casada, não se negou a criar os filhos do primeiro casamento de José, viúvo de Débora, e que trouxera para o novo lar cinco filhos menores: Matias, Cleofas, Eleazar, Jacó e Judas, estes dois últimos falecidos bem cedo. À exceção de Jesus, que era um missionário eleito, os demais filhos de José e Maria eram espíritos comprometidos por mútuas responsabilidades cármicas do passado, cuja existência em comum serviu para amenizar-lhes as obrigações espirituais recíprocas.
               Maria era um espírito amoroso, terno e paciente, completamente liberta do personalismo tão próprio das almas primárias e sem se escravizar à ancestralidade da carne. Possuía virtudes excelsas oriundas do seu elevado grau espiritual. Cumpria seus deveres domésticos e se devotava heroicamente à criação da prole numerosa, tão despreocupada de sua própria ventura como o bom aluno que aceita as lições de alfabetização, mas não se escraviza à materialidade da escola. Oferecia de si toda ternura, paciência, resignação e humildade, sem quaisquer exigências pessoais.
           Na época de Jesus, as escolas se multiplicava, em Jerusalém e mesmo pelas cidades adjacentes, pois ensinava-se em casa, nas ruas e nas sinagogas. No entanto o ensino se particularizava por uma imposição religiosa, pois tanto as crianças como os adultos assim que aprendiam a ler devotavam-se a interpretar tudo o que se reportava à religião judaica. Eram estudos do culto, das concepções religiosas quanto às profecias e aos salmos, que transformavam cada alfabetizado em um novo cooperador intelectual e pessoal para o Templo. Sem dúvida, existiam estabelecimentos superiores, tais como as escolas rabínicas, na maioria filiadas à Escola de Hilel e preferida pelos fariseus, que ensinavam botânica, medicina, agricultura, higiene, direito, arquitetura etc. Mas as mulheres, afora o conhecimento primário para um entendimento razoável, eram destituídas de cultura geral. Maria, no entanto, era muitíssimo considerada em Nazaré, por ser exímia em bordados, costuras, tecelagem de tapetes de lã e cordas, cujo ofício aprendera durante a sua estada entre as virgens de Sião, no Templo de Jerusalém. Ela aproveitava todos os instantes disponíveis para contribuir com suas prendas e confecções no orçamento da família, que era precário em face do trabalho modesto de José, na oficina de carpintaria.
               Embora mulher meiga e amorosa, anjo exilado na Terra, em face de sua modesta cultura e falta de conhecimentos profundos da psicologia humana. Maria vivia o imediatismo das reações emotivas e sem as complexidades do intelecto. Mas era tão dadivosa ao próximo, assim como a fonte de água pura renova-se à medida que a esgotam; como a rosa que doa incondicionalmente o seu perfume, ela jamais se preocupava em saber qual o mecanismo que transforma o adubo do solo em fragância tão odorante!
         

Texto do Livro O Sublime Peregrino de Ramatis e psicografado por Ercílio Maes

10.26.2015

Morte do Corpo Físico, Vida do Espírito.

Aos que creem, nenhuma explicação é necessária; aos que não creem, nenhuma explicação é possível.   Y:.


E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma;...
Mateus cap. 10 vers. 28

Não existe morte no Universo, o que pensamos ser a morte é apenas a transição para outros planos. Morrer, significa nascimento em outras dimensões da vida, pois até quando vemos o corpo físico se desintegrar e ser comido pelos vermes, aí estamos enganados, essa aparente morte não está destruindo o corpo, apenas usando a matéria para compor outros corpos, já que a matéria é indestrutível tanto quanto o espírito. "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". O espírito é eterno e jamais terá fim e existe desde toda a Eternidade, mas sua consciência cresce, abrangendo cada vez mais o espaço e tempo. Todos nós somos divinos. "Eu disse: Vós sois deuses" João Cap.10 vers. 34.

10.22.2015

Evangelhos

Os  evangelhos  são um gênero de literatura  do  cristianismo primitivo que contam a vida de Jesus, a fim de preservar seus ensinamentos ou revelar aspectos da natureza de Deus. O desenvolvimento do cânon do Novo Testamento deixou quatro evangelhos canônicos, que são aceitos como os únicos evangelhos autênticos para a maioria dos cristãos.
Entretanto, existem muitos outros evangelhos. Eles são conhecidos como apócrifos e foram escritos geralmente depois dos quatro evangelhos canônicos. Alguns destes evangelhos deixaram vestígios importantes na tradição cristã, incluindo a iconografia.


Evangelhos canônicos


Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, são chamados Evangelhos Canônicos por serem os únicos que o Cristianismo primitivo admitiu como legítimos e hoje integram o Novo Testamento da Bíblia, sendo também os únicos aceitos pelos grupos que sucederam. As igrejas cristãs só aceitam estes quatro evangelhos como tendo sido inspirados e fazendo parte do Cânon. As igrejas cristãs, católica, ortodoxa e protestantes tem na Bíblia, incluindo os evangelhos, a base de sua fé e de sua prática.
O Evangelho de Mateus foi escrito para convencer os judeus de que Jesus era mesmo o Messias que estava por vir, por isso enfatiza o Antigo Testamento e as profecias a respeito desse ungido. O Evangelho de Marcos foi escrito para evangelizar principalmente os romanos, e relata somente quatro das parábolas de Jesus, enfatizando principalmente as ações de Jesus.
O Evangelho de Lucas foi escrito para os gentios (não-judeus), enfatizando a misericórdia de Deus através da salvação por Jesus Cristo, principalmente para os pobres e humildes de coração.
O último dos evangelhos, o de João, foi escrito para doutrinar os novos convertidos. Não cita nenhuma das parábolas de Jesus (afinal, as parábolas já eram conhecidas no meio cristão, através dos relatos contidos nos outros evangelhos), porém combate com firmeza as primeiras heresias surgidas no princípio do cristianismo, como por exemplo: o gnosticismo (que negava a verdadeira encarnação do Filho de Deus) e outras seitas semelhantes, que também negavam a divindade de Jesus Cristo.

Evangelhos apócrifos

Centenas de outros evangelhos foram escritos na antiguidade, que são chamados Evangelhos Apócrifos. Entre os manuscritos encontrados no Egito, conhecidos como os da Biblioteca de Nag Hammadi, figuram os evangelhos atribuídos a Apóstolos de Cristo: o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Filipe, o Evangelho de Pedro e o Evangelho de Judas. Contêm também o Evangelho de Maria.

Evangelhos contemporâneos

Nos dias atuais ainda são escritos Evangelhos ou releituras deles, como O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Evangelho Segundo Jesus Cristo ou mesmo textos romanceados embasados na vida do Jesus histórico como Operação Cavalo de Tróia.

Etimologia

Literalmente, evangelho significa "boa mensagem", "boa notícia" ou "boas-novas", derivando da palavra grega ευαγγέλιον, euangelion (eu, bom, -angelion, mensagem).
A palavra grega "euangelion" deu também origem ao termo "evangelista" para a língua portuguesa.

Antigo Testamento 

Primeiro Livro de Adão e Eva, Apocalipse de Moisés, Apocalipse de Sidrac, Ascensão de Isaías, Assunção de Moisés, Caverna dos Tesouros, Epístola de Aristéas, Livro dos Jubileus, Martírio de Isaías, Oráculos Sibilinos, Prece de Manassés, Primeiro Livro de Enoque, Quarto Livro dos Macabeus, Revelação de Esdras, Salmo 151, Salmos de Salomão, Samuel Apócrifo, Segundo Livro de Adão e Eva, Segundo Livro de Enoque, Segundo Tratado do Grande Seth, Terceiro Livro de Enoque, Terceiro Livro dos Macabeus, Testamento de Abraão e Testamento dos Doze Patriarcas.

Livros Deuterocanônicos considerados apócrifos, para judeus e protestantes

 Adições em Daniel (ou nomeadamente os episódios do Salmo de Azarias e o cântico dos três jovens, a Historia de Susana e Bel e o dragão), Adições em Ester, Baruc, Eclesiástico ou Sirácida ou Ben Sirá, Livro de Judite, Primeiro Livro de Macabeus ou I Macabeus, Segundo livro de Macabeus ou II Macabeus, Livro de Tobias e Sabedoria

Escritos de Qumran 

A Nova Jerusalém, A Sedutora, Antologia Messiânica, Bênção de Jacó, Bênçãos, Cânticos do Sábio, Cânticos para o Holocausto do Sábado, Comentários Sobre a Lei, Comentários sobre Habacuc, Comentários sobre Isaías, Comentários sobre Miquéias, Comentários sobre Naum, Comentários sobre Oséias, Comentários sobre Salmos, Consolações, Eras da Criação, Escritos do Pseudo-Daniel, Exortação para Busca da Sabedoria, Gênesis Apócrifo, Hinos de Ação de Graças, Horóscopos, Maldições de Satanás e seus Partidários, Melquisedec O Príncipe Celeste, O Triunfo da Retidão, Oração Litúrgica, Orações Diárias, Orações para as Festividades, Os Iníquos e os Santos, Os Últimos Dias, Palavras das Luzes Celestes, Palavras de Moisés, Pergaminho de Cobre, Pergaminho do Templo, Prece de Nabonidus, Preceito da Guerra, Preceito de Damasco, Preceito do Messianismo, Regra da Comunidade, Rito de Purificação, Salmos Apócrifos, Samuel Apócrifos e Testamento de Amran.