O homem evangelizado, o herói sideral, ou autêntico vencedor da batalha da vida humana, sabe perfeitamente que os seus maiores inimigos são os vícios, as paixões degradantes e os prazeres extravagantes! São bens transitórios e não duradouros, como se afirmam as qualidades do espírito imortal! Embora considerado um tolo, ou pobre de espírito, por que se apaga na competição violenta do mundo carnal, o evangelizado é justamente a alma livre emancipada, que então domestica essas forças animais alojadas em si mesma e dominantes na face triste e ilusória do orbe físico.
Paradoxalmente, nessa eventual "fraqueza humana", é que reside exatamente o poder e a glória do espírito evangelizado, o qual se liberta definitivamente da coação das formas ilusórias da matéria! Sem dúvida, o homem que renuncia incondicionalmente à porfia humana, para ceder em favor do seu competidor e desafeto, proclama-se um ser excêntrico, que cultua no mundo físico uma lei estranha e inacessível às criaturas ainda afeitas à espoliação alheia. O evangelizado é um fraco perante o mundo de César, aliás, presa fácil da rapina alheia, ou aparente fracassado em qualquer iniciativa utilitarista ou mercenária do mundo. No entanto, suposto mendigo entre os homens ambiciosos, é o gigante indestrutível e poderoso mobilizado de armas superiores, para um reino, onde a vida é autêntica, porque é definitiva!Extraído do livro O Evangelho à Luz do Cosmo e psicografado por Hercílio Maes, através do Espírito de Ramatis
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